(Artigo escrito logo após a conquista do tetracampeonato em 1994)

OS CICLOS DE JÚPITER E AS COPAS DO MUNDO DO BRASIL
Waldemar Falcão

Aproveitando a energia que já paira nos ares brasileiros, vamos tentar compreender um ciclo muito interessante relacionado com a conquista da Copa do Mundo de Futebol, desde a primeira vitória do nosso país em 1958.

Primeiro de tudo, é preciso que se estabeleça um critério a partir do qual possamos levantar um mapa astrológico para compararmos com o(s) evento(s) "Copa do Mundo". Surge a pergunta inevitável: qual é o Tema Astrológico que nos servirá de base? As opções são muitas: meu compadre Antonio "Bola" Harres fez seus estudos baseado no mapa do técnico Parreira, que vive um momento difícil, cheio de trânsitos planetários que sugerem obstáculos, dificuldades, esforço, mas também dão espaço para determinação, firmeza de propósitos e esforços recompensados (Saturno). Minha amiga Leiloca fez uma série de artigos muito divertidos e bem humorados para o jornal "O Globo", a partir do estudo dos mapas individuais de vários jogadores do nosso time tetracampeão, avaliando quais os atletas que tinham boas condições em cada partida.

Uma terceira hipótese, que é aquela com a qual vamos trabalhar, não leva em consideração mapas individuais. Na medida em que, segundo o ditado popular, a Seleção é a "pátria de chuteiras", o meu critério foi o de trabalhar sobre o mapa natal do Brasil. Além disso, numa competição internacional do porte de uma copa do mundo, os atletas lá se encontram representando os seus países, independente do time em que atuem. Tanto é que, na atual conjuntura planetária, a grande maioria dos jogadores não joga em times de seus países de origem, estando espalhados pelo mundo contratados pelas grandes forças do futebol mundial. O fato de o esporte ser eminentemente coletivo reforça esta abordagem mais "aquariana". Portanto, de agora em diante vamos analisar estes ciclos a partir do mapa do Brasil, que nasceu junto com o grito de independência de Dom Pedro às margens do Ipiranga. Este Brasil é Virginiano (sete de setembro), com o signo de Aquário no ascendente e a Lua em conjunção com Júpiter no signo de Gêmeos.


O planeta Júpiter, que está em enorme evidência neste momento em função do choque do cometa Shoemaker-Levy (isto é assunto para um outro artigo), possui um ciclo de translação de doze anos, isto é, ele demora doze anos para dar uma volta completa no Zodíaco. Se fizermos uma conta para trás a partir de 1994, teremos 1982 e a belíssima campanha do time de Telê na Copa da Espanha, interrompida pela mesma Itália que acabamos de derrotar em Los Angeles. Recuando mais doze anos, chegamos a 1970 e o "dream team" que conquistou o Tricampeonato no México, com Pelé, Gérson, Tostão, Rivelino e companhia derrotando novamente a Itália naquela final emocionante e inesquecível. Seguindo a nossa contagem retroativa, chegamos à Suécia em 1958, quando o Brasil foi campeão pela primeira vez derrotando a própria Suécia numa final que serviu para projetar e consagrar o gênio de Pelé.


Em todos estes momentos, Júpiter se encontrava transitando entre o final do signo de Libra e o início do signo de Escorpião, onde fica localizado o Marte no mapa natal do Brasil, na nona casa astrológica. Todos sabemos que o planeta vermelho é o regente das competições e das atividades esportivas, simbolizando a garra, a agressividade e a auto-afirmação. A Casa Nove do Zodíaco diz respeito às relações internacionais, à expansão e à projeção no estrangeiro. Um outro elemento jupiteriano mais subjetivo, mas nem por isso menos importante diz respeito à palavra fé, que foi algo muito presente em todas as afirmações dos jogadores. Fé em dois sentidos: estritamente falando, ela se manifestou na oração que toda a equipe fez junta no centro do gramado, logo após o término do jogo; no sentido amplo, ela estava sempre presente na convicção com que todos afirmavam a certeza de que seriam tetracampeões. Esta fé de cunho religioso e esta fé que representa a confiança no amanhã, o otimismo, são características tipicamente jupiterianas.


Durante todo o período da Copa de 94, Júpiter e Saturno estiveram formando aspectos significativos ao mapa natal do Brasil: Saturno em oposição ao Sol nos acenava com uma perspectiva de muito esforço, muita retranca e poucos gols. O planeta que rege as defesas, as cercas, esteve estacionário a doze graus de Peixes durante todo o campeonato. Júpiter, por seu lado, esteve retrógrado entre os graus cinco e quatro de Escorpião, formando a já citada conjunção ao Marte do Brasil. Analisando o mapa da final, podemos perceber uma série de outros aspectos planetários muito significativos, e também entender porque a partida foi tão contida e demorada: a quadratura formada entre Saturno e Marte no céu apontava para duas alternativas básicas: ou um jogo contido, "amarrado" pela força repressora do Saturno, ou um jogo violento, impulsionado pela força agressiva do Marte.


Apesar de nossos corações terem sofrido muito mais em função do fator tempo (Saturno), que só permitiu que ganhássemos na disputa de pênaltis, foi melhor assim do que presenciarmos um jogo violento. Se a força marciana preponderasse nesta quadratura, certamente veríamos alguma contusão séria entre os jogadores, até mesmo com possibilidade de fraturas, situação bastante comum em quadraturas desses dois planetas.

Felizmente isto não aconteceu, e a Lua transitando a dezoito graus de Escorpião na hora do início da partida encontrava-se em conjunção ao Meio-Céu do mapa do Brasil, iluminando a nossa possibilidade de reconhecimento e consagração profissional.

Copyright ©1994 Waldemar Falcão


 
 


 
 

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