Fórum Astral Marcus Vannuzini
Este espaço virtual é dedicado ao espírito do Zini, grande astrólogo e um dos pioneiros da astrologia na Rede.
 
O Outro Lado da Questão
Otávio Azevedo

   A recente resolução do Conselho Federal de Psicologia, proibindo os psicólogos de usarem a astrologia, florais, quirologia, foto kirlian e outras práticas ditas esotéricas aliadas à psicologia, sob a alegação de que tais práticas não são consideradas científicas, e elaborando para isso uma espécie de "lista negra" das atividades vedadas, não pode ser vista apenas sob a ótica unilateral de uma necessária correção interna para evitar que a psicologia se veja desvirtuada ao ser aliada a outras práticas que não lhe são inerentes. Existe um outro lado da questão, que diz respeito às implicações éticas relacionadas à elaboração desta lista, que, de certa forma, discrimina atividades sobre as quais o CFP não tem o direito de emitir pareceres. Tal é o caso da astrologia e demais matérias que constam da desairosa relação de práticas banidas pelo CFP.

    A atitude de um conselho federal de classe que elabora uma lista discriminando atividades inerentes a outras classes profissionais, seja por que motivo for, é, no mínimo, antiética. O zelo excessivo pela ética umbilical não pode obscurecer a questão mais importante de que a ética não termina no nosso muro, e a felicidade dos nossos filhos não pode ser tirada da humilhação dos filhos do vizinho.


    É lamentável que o CFP tenha se esquecido do próprio passado da psicologia, não tão distante assim, quando também foi repudiada pela comunidade científica no seu surgimento. Agora, reconhecida socialmente e acolhida nos próprios meios científicos que lhe rejeitaram no passado, seus representantes passam a adotar a mesma atitude presunçosa para constranger outras atividades que tentam se afirmar, como se só aquilo que fosse reputado de científico pudesse ser válido. Afinal, quem é que julga e considera científico o quê... e para quê? Quem é dono da verdade por aí?...


    As enormes dificuldades que a psicologia teve para se afirmar como uma profissão digna, como hoje é universalmente reconhecida, deveriam ter trazido a lição da magnanimidade. Nos seus primórdios sua situação não foi em nada diferente das atividades que hoje pretende banir. Seria mais nobre de seus dirigentes dar a mão aos que hoje enfrentam os mesmos obstáculos, e não tratá-los com desdém e preconceito.


Otávio Azevedo

ex-Presidente do SINARJ

Atenção: Não deixe de ler o desdobramento deste artigo.
Clique AQUI e leia o texto da psicóloga Angela Nunes.

 
 



 
 

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