Transitar
livremente entre mundos deveria ser tão natural para
nós quanto respirar. Contudo, em algum momento da nossa
jornada neste planeta, neste tempo, a maioria de nós
perdeu o passaporte.
Felizmente os portais continuam abertos, e alguns da nossa
tribo ainda têm as chaves, uma passagem fácil
e clara como o dia.
Neste trabalho único, Waldemar Falcão —
ele mesmo um passageiro dessas imponderáveis esferas
— relata, de um ponto de vista privilegiado, quem são
e o que fazem algumas dessas pessoas que guardam, para todos
nós, os segredos da nossa própria natureza divina.
Não se trata de “acreditar” ou “não
acreditar” — Waldemar narra a história,
dá testemunho, passa adiante a voz e as vozes. Algumas
pessoas muito conhecidas do grande público ecoam suas
narrativas, e isso pode ser um atrativo a mais para que o
leitor suspenda aquele Censor Interior que vive resmungando
do lado de dentro de nossos ouvidos e se abandone ao prazer
destas (re)descobertas.
O que torna este trabalho particularmente original e saboroso
é o olhar desassombrado, natural e íntimo que
Waldemar reserva aos seus “médiuns notáveis”.
Despido do sensacionalismo banal com que o assunto tão
freqüentemente é tratado, este Encontros torna-se
justamente isto, encontros, passos na mesma direção
nas encruzilhadas pelas quais tantas vezes passamos sem ver
e sem escolher.
Que todos aqui se encontrem com as maravilhas que são
nossas por herança, as muitas espirais que rodam sem
cessar entre mundos, em todos os mundos. Num momento em que
a ciência mais avançada fala exatamente a mesma
língua das bruxas, dos xamãs e dos “médiuns
notáveis”, este livro é a coisa mais atual
que alguém poderia ler.
Ana Maria Bahiana
Plenilúnio (em Virgem) da Terceira Lunação
da Roda de 2005.