O
Elipsóide Focal
Raul
V. Martinez
Em termos geométricos, elipse
é o lugar geométrico dos pontos de um plano
cujas distâncias a dois pontos fixos desse plano têm
soma constante. Esses pontos são os dois focos da elipse.
Se um deles se afasta para o infinito, a curva se transforma
em uma parábola. Se os focos forem coincidentes, a
elipse torna-se uma circunferência. A reta que une os
focos, determina na elipse seu eixo maior. A perpendicular
ao eixo maior, eqüidistante dos focos, determina seu
eixo menor. O centro da elipse é a interseção
desses eixos. Na parábola, o único eixo existente,
é o equivalente ao eixo maior da elipse.
Girando-se a circunferência em torno
de um dos seus diâmetros tem-se uma esfera. Girando-se
a parábola em torno de seu eixo tem-se um parabolóide
de revolução, empregado em refletores e receptores
de luz, som e de outros diferentes tipos de ondas. Girando-se
a elipse em torno de um dos seus eixos tem-se um elipsóide
de revolução. Se a rotação se
deu em torno do eixo menor, tem-se um elipsóide oblato,
achatado. Se a rotação se deu em torno do eixo
maior, tem-se um elipsóide prolato, ou ablongo. No
elipsóide oblato os focos da elipse geram uma circunferência,
a circunferência focal. No elipsóide prolato
os focos da elipse permanecem onde estavam, passando a ser
os focos do sólido gerado. Dessa forma, se for admitida
uma fonte de energia em um dos focos de um elipsóide
prolato, com superfície interior refletora, a imagem
desse ponto aparecerá no outro foco. Por exemplo, um
objeto luminoso em um dos focos desse elipsóide prolato
gerará imagem dele no outro foco, como se ali também
existisse outro objeto igual, luminoso. Um observador teria
que toca-los para sentir a diferença entre eles. No
caso do elipsóide oblato, todo ponto da circunferência
focal gera sua imagem no ponto oposto com relação
ao centro.
São propriedades extraordinárias,
que fazem lembrar um dos princípios pitagóricos,
que diz: Deus, ao criar, geometriza. Mas, para permitir melhores
associações com fundamentos astrológicos,
creio que deva ser admitido outro sólido de revolução,
gerado a partir da elipse: o
elipsóide focal.
A reta paralela ao eixo menor, traçada
por um dos focos, divide a elipse em duas partes. Girando
a parte maior, a que contém o outro foco, em torno
dessa reta, se obtém um sólido que possibilita
melhores associações com fundamentos astrológicos.
Esse sólido é aqui chamado de elipsóide
focal. No processo de sua geração, um dos focos
da elipse permaneceu fixo e o outro descreveu uma circunferência.
Agora, qualquer ponto dessa circunferência reflete sua
imagem no foco que permaneceu fixo, e esse foco reflete sua
imagem em toda circunferência. Ou seja, o foco fixo
contém, de certa forma, toda circunferência,
assim como se projeta em toda circunferência - "estando"
também em toda circunferência. Isso permite que
sejam estabelecidas correlações de componentes
do elipsóide focal com fundamentos astrológicos,
em particular com a grande importância dada às
longitudes celestes. Para que as longitudes celestes sejam
as mesmas obtidas na esfera celeste, as dimensões desse
elipsóide focal devem ser compatíveis com as
dimensões dessa esfera, cujo centro é o centro
da Terra e cujo raio é suficientemente grande, de forma
a se poder desprezar, com relação a ela, a órbita
que a Terra descreve em torno do Sol. A eclíptica,
o caminho aparente do Sol, onde estão as longitudes,
passa a ser a circunferência focal desse elipsóide.
Seu foco é a Terra, ou melhor, o indivíduo,
ou nação, empresa, ou mesmo uma questão
horária - representados pelos gráficos de seus
nascimentos. Qualquer ponto do espaço, não importa
se interior ou exterior ao elipsóide focal, quando
visto da Terra, tem sua projeção refletida em
um ponto da eclíptica – sua longitude celeste. Igualmente,
qualquer ponto da eclíptica, se projeta na Terra e
em seus habitantes.
Esse elipsóide, próprio do
nosso sistema solar, conforme esse conceito, é apenas
uma das incontáveis células macrocósmicas
que compõem o Universo. Inclusive por sua forma geométrica,
o elipsóide focal, que lembra células orgânicas
em processo de cissiparidade, de multiplicação,
concorda com processos vitais.