Fórum Astral Marcus Vannuzini
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Tridecil, o triplo do Segmento Áureo do raio
Raul V. Martinez
Os aspectos chamados keplerianos, por terem sido criados por Kepler, são o quintil, igual a um quinto da circunferência, ou 72º; seu dobro, o biquintil, com 144º; a metade do quintil, o semiquintil, ou decil, com 36º e o sesqui-quintil, ou tridecil, o triplo do decil, com 108º.

O decil, a décima parte da circunferência, determina o segmento áureo de seu raio (1). Essa relação, entre o raio e o lado do decágono regular inscrito, possivelmente foi o que levou Kepler a considerar esses aspectos, pois a relação áurea, direta ou indiretamente (2), está presente nas mais belas formas da Natureza (3). Por isso, para Kepler, a relação áurea deveria também existir entre pontos do Zodíaco, a Grande Matriz geradora das formas, geradora de tudo no mundo em que vivemos.

Kepler provavelmente considerou o quintil (e não o decil), como base de denominação desses aspectos, por ser o homem representado pelo pentágono regular estrelado, em conhecimentos esotéricos. Figura essa que é composta por cinco quincunces.

Os pontos que dividem a circunferência em dez partes iguais, além de permitirem a construção do decágono regular, também permitem a construção do decágono regular estrelado, pela união deles de três em três - o primeiro ponto ligado ao quarto ponto, continuando assim com os pontos seguintes, até fechar a figura.

O decágono regular estrelado é formado por dez tridecis. Sua forma estrelada, mais a trindade inerente e suas relações com o segmento áureo, permitem associa-lo a atributos da Divindade, em uma espécie de harmonia preestabelecida, conforme Leibniz. Ou seja, pontos em tridecil exercem ação recíproca, determinada por leis da criação. A rigor, de acordo com esses conceitos, o tridecil não seria um aspecto e sim elemento de ligação ressonante e harmônica de pontos da eclíptica. Assim, pontos que estão em tridecil com um mesmo ponto, apresentam relações de união e de complementaridade a significados astrológicos desse ponto comum. Ou, o que é a mesma coisa, pontos que formam tridecis com determinado ponto – onde está um astro ou local importante da carta – também atuam nesse ponto, complementando-o com seus significados. Reciprocamente, significados do ponto comum repercutem nos pontos que estão em tridecil com ele.

- Para facilitar referências a pontos em tridecil com determinado ponto, o que está 108º adiante será designado ponto æ (alfa) e o que está 108º antes será designado ponto ß (beta) do ponto considerado. Aspectos maiores, em carta radical, envolvendo æ ou ß, poderão ser considerados com orbes de 2º a 3º; em trânsitos, direções e cartas de retorno, as orbes desses pontos deverão ser mais estreitas.

- Imagens simbólicas de um grau zodiacal e de seus pontos æ e de ß, com freqüência apresentam correlações e/ou complementaridades, principalmente se esse grau zodiacal for o do Asc. No exemplo adiante serão consideradas imagens do Calendário Tebaico.

Exemplo:

Carta astrológica do ataque que destruiu as torres do World Trade Center
No dia 11 de setembro de 2001, às 8:46:26 (+ 4:00), os sismógrafos do LCSN Station PAL (Palisades, NY) registraram o impacto do primeiro avião com uma das torres gêmeas do World Trade Center (40ºN42’51”; 074ºW00’23”) em Nova York — coração financeiro do mundo. Nesse momento, o curso da história atual dos Estados Unidos começava a sofrer sua maior alteração de rumo, com reflexos globais. A carta astrológica construída para esse instante e lugar é particularmente importante, por ser a figura de nascimento de nova forma de terrorismo, basicamente antinorte-americano e antijudaico, mas que afeta a vida da humanidade como um todo. Na leitura dessa carta deve-se ter presente isso, que se trata de carta astrológica de nova forma de terrorismo. Assim, por exemplo, aspectos favoráveis podem ser favoráveis apenas aos objetivos terroristas.

O Asc, em astrologia, sintetiza a forma de agir do dono da carta. No Asc (que sintetiza as ações dos terroristas), está Mercúrio, o mensageiro dos deuses. Mercúrio e o Asc recebem trígono de Saturno, quadratura de Júpiter e sextil de Plutão — significador de terrorismo. Plutão está na casa III, dos transportes, em Sagitário, signo natural da casa IX, ligada ao distante, à política, ao religioso, aos deuses, a Alá. Plutão em Sagitário, em oposição a Saturno na casa IX, concorda com o fanatismo religioso dos terroristas.

æ
e ß do Asc (e de Mercúrio, dispositor da Lua e de Saturno):

æ
.- Asc 14º26’ de Libra + 108º = 2º26’ de Aquário – logo depois, quando houve o ataque à segunda torre (quando ficou claro que se tratava de ataque terrorista e não de um acidente), æ já estava em conjunção com Netuno – planeta sem aspecto, nebuloso.

ß
- Asc 14º26’ de Libra - 108º = 26º26’ de Gêmeos, em conjunção com a Lua, na casa IX. Mercúrio, dispositor da Lua, e regente da casa IX (do distante, do estrangeiro, do religioso), está sobre o Asc. A Lua, símbolo maometano, regente da casa X (do poder, da exteriorização), recebe oposição de Marte e trígono de Urano.

Imagens Simbólicas (do Calendário Tebaico) do Asc e de seus pontos æ e ß:

Asc - LI 15. – Dois corações alados. (As duas torres, do coração financeiro do mundo, que “voaram” pelos ares no ataque terrorista; o impacto emocional).
æ - AQ 03. – Um homem inclinando a cabeça em sua mão.
ß - GE 27. – Uma mulher em pé chorando.
- O grau onde está a Lua, GE 29, fala de “três cães que correm em sentidos contrários”.

As imagens de æ e de ß complementam significados da imagem do Asc: o homem inclinando a cabeça na mão sugere algo planejado (cabeça) e executado (mão); a mulher chorando, concorda com o sofrimento causado pelo ataque. O grau da Lua, que está em conjunção com ß, concorda com o pânico da população e os desencontros que surgiram após o ataque.

æ e ß de Saturno
(Saturno em Gêmeos, o impacto pelo ar, a destruição das estruturas das torres).
æ - Saturno, 14º45’ de Gêmeos + 108º = 2º45’ de Libra, em quadratura com Marte.
ß - Saturno, 14º45’ de Gêmeos - 108º = 26º45’ de Aquário, em trígono com a Lua.

(1) – Sendo O o centro de uma circunferência de raio r. A e B, pontos dessa circunferência, onde AB=I10 (lado do decágono regular inscrito), o triângulo isósceles OAB tem o ângulo O igual a 36º e os ângulos A e B com 72º cada.

- Dividindo-se o ângulo A em duas partes iguais, pela reta AC, onde C é ponto de OB, são obtidos dois novos triângulos isósceles: o triângulo OAC, com dois lados iguais a I10 e o triângulo ABC, semelhante ao triângulo OAB, onde BC é igual a r- I10.

- Essa semelhança de triângulos leva à expressão matemática do segmento áureo do raio da circunferência: “I10 está para r, assim como r- I10 está para I10”. Portanto, I10 é o segmento áureo do raio.

(2) – A relação áurea, a divisão de um segmento em média e extrema razão, gera o segmento áureo e o número áureo, que permite a criação da série de Fibonacci gerada a partir dele – muito presente na Natureza. O lado do pentágono regular também é obtido a partir do lado do decágono regular, o segmento áureo do raio.

(3) – Ver, de György Doczi, “O Poder dos Limites, Harmonias e Proporções na Natureza, Arte & Arquitetura”, da Editora Mercuryo, 1990, São Paulo.

O site http://www.mcs.surrey.ac.uk/Personal/R.Knott/Fibonacci/fibnat.html
também merece ser visitado e explorado.

 
 



 
 

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