Os
aspectos chamados keplerianos, por terem sido criados por
Kepler, são o quintil, igual a um quinto da circunferência,
ou 72º; seu dobro, o biquintil, com 144º; a metade
do quintil, o semiquintil, ou decil, com 36º e o sesqui-quintil,
ou tridecil, o triplo do decil, com
108º.
O decil, a décima parte da circunferência, determina
o segmento áureo de seu raio (1). Essa relação,
entre o raio e o lado do decágono regular inscrito,
possivelmente foi o que levou Kepler a considerar esses aspectos,
pois a relação áurea, direta ou indiretamente
(2), está presente nas mais belas formas da Natureza
(3). Por isso, para Kepler, a relação áurea
deveria também existir entre pontos do Zodíaco,
a Grande Matriz geradora das formas, geradora de tudo no mundo
em que vivemos.
Kepler provavelmente considerou o quintil (e não o
decil), como base de denominação desses aspectos,
por ser o homem representado pelo pentágono regular
estrelado, em conhecimentos esotéricos. Figura essa
que é composta por cinco quincunces.
Os pontos que dividem a circunferência em dez partes
iguais, além de permitirem a construção
do decágono regular, também permitem a construção
do decágono regular estrelado, pela união deles
de três em três - o primeiro ponto ligado ao quarto
ponto, continuando assim com os pontos seguintes, até
fechar a figura.
O decágono regular estrelado é formado por dez
tridecis. Sua forma estrelada, mais a trindade inerente e
suas relações com o segmento áureo, permitem
associa-lo a atributos da Divindade, em uma espécie
de harmonia preestabelecida, conforme Leibniz. Ou seja, pontos
em tridecil exercem ação recíproca, determinada
por leis da criação. A rigor, de acordo com
esses conceitos, o tridecil não seria um aspecto e
sim elemento de ligação ressonante e harmônica
de pontos da eclíptica. Assim, pontos que estão
em tridecil com um mesmo ponto, apresentam relações
de união e de complementaridade a significados astrológicos
desse ponto comum. Ou, o que é a mesma coisa, pontos
que formam tridecis com determinado ponto – onde está
um astro ou local importante da carta – também
atuam nesse ponto, complementando-o com seus significados.
Reciprocamente, significados do ponto comum repercutem nos
pontos que estão em tridecil com ele.
- Para facilitar referências a pontos em tridecil com
determinado ponto, o que está 108º adiante será
designado ponto æ (alfa) e o que está
108º antes será designado ponto ß
(beta) do ponto considerado. Aspectos maiores, em carta radical,
envolvendo æ ou ß, poderão
ser considerados com orbes de 2º a 3º; em trânsitos,
direções e cartas de retorno, as orbes desses
pontos deverão ser mais estreitas.
- Imagens simbólicas de um grau zodiacal e de seus
pontos æ e de ß, com freqüência
apresentam correlações e/ou complementaridades,
principalmente se esse grau zodiacal for o do Asc. No exemplo
adiante serão consideradas imagens do Calendário
Tebaico.
Exemplo:
Carta astrológica do ataque que destruiu as torres
do World Trade Center
No dia 11 de setembro de 2001, às 8:46:26 (+ 4:00),
os sismógrafos do LCSN Station PAL (Palisades, NY)
registraram o impacto do primeiro avião com uma das
torres gêmeas do World Trade Center (40ºN42’51”;
074ºW00’23”) em Nova York — coração
financeiro do mundo. Nesse momento, o curso da história
atual dos Estados Unidos começava a sofrer sua maior
alteração de rumo, com reflexos globais. A carta
astrológica construída para esse instante e
lugar é particularmente importante, por ser a figura
de nascimento de nova forma de terrorismo, basicamente antinorte-americano
e antijudaico, mas que afeta a vida da humanidade como um
todo. Na leitura dessa carta deve-se ter presente isso, que
se trata de carta astrológica de nova forma de terrorismo.
Assim, por exemplo, aspectos favoráveis podem ser favoráveis
apenas aos objetivos terroristas.
O Asc, em astrologia, sintetiza a forma de agir do dono da
carta. No Asc (que sintetiza as ações dos terroristas),
está Mercúrio, o mensageiro dos deuses. Mercúrio
e o Asc recebem trígono de Saturno, quadratura de Júpiter
e sextil de Plutão — significador de terrorismo.
Plutão está na casa III, dos transportes, em
Sagitário, signo natural da casa IX, ligada ao distante,
à política, ao religioso, aos deuses, a Alá.
Plutão em Sagitário, em oposição
a Saturno na casa IX, concorda com o fanatismo religioso dos
terroristas.
æ e ß do Asc (e de Mercúrio,
dispositor da Lua e de Saturno):
æ.- Asc 14º26’ de Libra + 108º
= 2º26’ de Aquário – logo depois,
quando houve o ataque à segunda torre (quando ficou
claro que se tratava de ataque terrorista e não de
um acidente), æ já estava em conjunção
com Netuno – planeta sem aspecto, nebuloso.
ß - Asc 14º26’ de Libra - 108º
= 26º26’ de Gêmeos, em conjunção
com a Lua, na casa IX. Mercúrio, dispositor da Lua,
e regente da casa IX (do distante, do estrangeiro, do religioso),
está sobre o Asc. A Lua, símbolo maometano,
regente da casa X (do poder, da exteriorização),
recebe oposição de Marte e trígono de
Urano.
Imagens Simbólicas (do Calendário Tebaico) do
Asc e de seus pontos æ e ß:
Asc - LI 15. – Dois corações alados. (As
duas torres, do coração financeiro do mundo,
que “voaram” pelos ares no ataque terrorista;
o impacto emocional).
æ - AQ 03. – Um homem inclinando a cabeça
em sua mão.
ß - GE 27. – Uma mulher em pé
chorando.
- O grau onde está a Lua, GE 29, fala de “três
cães que correm em sentidos contrários”.
As imagens de æ e de ß complementam
significados da imagem do Asc: o homem inclinando a cabeça
na mão sugere algo planejado (cabeça) e executado
(mão); a mulher chorando, concorda com o sofrimento
causado pelo ataque. O grau da Lua, que está em conjunção
com ß, concorda com o pânico da população
e os desencontros que surgiram após o ataque.
æ e ß de Saturno
(Saturno em Gêmeos, o impacto pelo ar, a destruição
das estruturas das torres).
æ
- Saturno, 14º45’ de Gêmeos + 108º =
2º45’ de Libra, em quadratura com Marte.
ß - Saturno, 14º45’ de Gêmeos
- 108º = 26º45’ de Aquário, em trígono
com a Lua.